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OLIMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2016

          A Escola Municipal Benedito Caetano de Faria tem orgulho de dizer que mais uma vez alcançou seus objetivos, notando-se assim o empenho de todos os professores, os quais não medem esforços para que os alunos possam demonstrar a dedicação de nossos profissionais transparecendo nesta conquista.

         Nossa escola se destaca mais uma vez na Olimpíada de Língua Portuguesa, o maior concurso de produções textuais do país. Concorremos nas categorias poema, crônica e memórias literárias e vencemos a etapa municipal e estadual nessas três categorias, a crônica da aluna Juliane Maria Alves Nogueira, do 9º ano, memórias literárias, de Lídia Carolina de Andrade Rosa, do 8º ano e o poema de Mateus Henrique Alves, do 6º ano.

        Agora, temos o orgulho de dizer que o poema do aluno Mateus Henrique Alves, 6º ano, foi selecionado como um dos 125 melhores poemas do Brasil e irá participar, com sua professora Adriana Aparecida de Lima, do encontro regional de semifinalistas e da cerimônia de premiação na capital Salvador, nos dias 22, 23 e 24 de novembro.

        Já na torcida para a final que almejamos, parabenizamos a professora Adriana e o aluno Mateus pelo trabalho desenvolvido e pela alegria que nos têm proporcionado.

       Parabenizo todos os professores desta instituição e todos os demais funcionários que de alguma forma também contribuem para o aprendizado dos nossos alunos e os pais, que são fiéis colaboradores para chegarmos a este resultado.

       Enfim, estamos avançando com o desejo de continuar progredindo, somando esforços para que possamos alcançar sempre melhores resultados. Segue a poesia do nosso campeão.

                                             Coordenadora Rosângela Maria de Alvarenga

POESIA

Minas de pensamento…

Aqui tem muitas montanhas

Que lá no alto ficam sonhando

“Como seria a vida?”

Se elas estivessem andando…

As pessoas são como as montanhas,

Sempre querendo conhecer outro lugar,

Mas nem sempre têm oportunidade

De os seus sonhos realizar.

E assim os sonhos vivem aqui

E são plantados como semente,

Depois crescem fortes

E viram a vida da gente.

Quando o Sol começa a sair,

O dia começa a brilhar,

A Lua vai dormir

E as crianças vão brincar.

O Sol amarelo lá no alto

Traz vida ao dia,

O azul enche o céu

E o verde colore a alegria.

Já antes do Sol nascer,

Todos vão trabalhar.

Depois, já no escurecer,

Voltam para descansar.

Na estradinha sonolenta,

Os trabalhadores vão e vêm.

A poeira os observa

E vê os segredos que têm.

As casas são comuns,

Não há nenhuma mansão.

 Mas é onde ficam nossas vidas

E mora nosso coração

Quando vem a noite,

Os jovens vão pra rua.

Namorados na calçada,

Conversando com a Lua.

Em casa, o fogão a lenha,

O avô e as histórias de encantar.

Até o fogo se emociona

E fica em silêncio a escutar.

Causos de assombrações

Tão vivos que dão até medo.

Histórias das antigas gerações

E às vezes, conta até segredo.

Todos ouvem no silêncio

Os sons doces do passado

E imaginam o futuro num sonho

Que no peito fica guardado.

Esse é o povo simples daqui,

Que é como o joão-de-barro,

O povo faz casa ao pé da serra

E o passarinho lá no galho.

Entre as montanhas de Minas

Mora silencioso o meu lugar.

A água pura escorre da ribanceira

É o pensamento brotando em cada olhar.

                                                                 Mateus Henrique Alves

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